A mineração no século XVIII

13 03 2010

Em 1693, bandeirantes paulistas descobriram as primeiras jazidas de ouro no atual estado de Minas Gerais. Num curto espaço de tempo, a região viveu a multiplicação dos acampamentos, a formação de verdadeiros aglomerados humanos e o surgimento de numerosos arraiais.

Na primeira fase de exploração o ouro descoberto foi de aluvião. As jazidas eram superficiais, encontradas no leito dos rios ou em suas margens, razão pela qual o esgotamento se dava rapidamente.

Durante praticamente um século, toda a atenção de Portugal esteve voltada para a exploração do ouro. Tal fato é compreensível, uma vez que foi esse ouro o responsável por tirar a metrópole da crise econômica em que encontrava-se desde a decadência da produção açucareira.

Como o ouro é vital para a economia portuguesa, tornou-se necessário fiscalizar sua extração e dificultar o contrabando, sendo estabelecida uma rígida política fiscalista. Através do Regimento de 1702, foi criada a Intendência de Minas.

A Intendência cuidava da fiscalização e da cobrança dos impostos, assim como de toda a parte administrativa. O principal imposto cobrado pela coroa portuguesa era o quinto, 20% de todo ouro encontrado pelos mineradores pertencia a Portugal.

Como era comum circular grandes quantidades de ouro em pó, o contrabando passa a ser muito usado. Para evitá-lo, Portugal criou em 1719, as Casas de Fundição e proibiu a circulação do ouro em pó e em pepitas.

A partir de 1760, a produção aurífera começou a entrar em declínio. Os mineradores reclamavam da baixa produtividade das minas e a coroa não acreditava. As únicas preocupações da coroa sempre foram o recebimento dos impostos e a rígida fiscalização para evitar o contrabando.

Com o esgotamento das minas, a economia da região entrou em decadência uma vez que não existia nenhuma outra atividade econômica que substituísse a mineração.

Fonte:

MEIRA, Antonio Carlos. Brasil: recuperando a nossa história. São Paulo: FTD, 1998.

COELHO, Marcos de Amorim. Geografia do Brasil. São Paulo: Moderna, 1996.

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